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Mostrando postagens de agosto 3, 2008

ENTIDADES FILÃOTROPICAS

     “Olha Faculdade um real, faculdade um real!” É só o que está faltando. Em cada esquina, cada dia uma Universidade se forma na região. É um filão ou um filé de mercado? Dia a dia elas surgem vendendo sonhos e perspectivas nesse mundo movido a ilusões. Espero que essas novas venham trazer alguma renovação no trato com o aluno. Alguma política humana, mais justa. Isso por que eu não cheguei a pegar uma dessas inovações. Fui filha daquela velha aqui de Campinas . Tradicional e 'sem fins lucrativos'. De todas que abriram e virão a nascer, a mais filãotropica de todas. O pior, é que, mesmo sabendo que o terreno não é mais só dela, insiste em manter-se antiquada e não entende que aquelas figuras que transitam por lá com tipos, caras e estilos diferentes, são gentes. Completei meu curso de jornalismo em dezembro do ano passado. Foram quatro anos. Suados quatro anos! Digo suados, pois, com exceção do primeiro ano quando tive ajuda do meu pai no pagamento do curso, nos demais...

SOBRE AS ÁGUAS

              Caixa de surpresas Assim ficou nosso mundo Sem muro Tudo permanece um O anjo, o monstro e o neutro Num tropeçar constante Vão seguindo a luz O alheio e o errante Num golpe desigual e inconstante Cada qual com sua lógica de sonhador, capital mercante Só com fé, com amor e confiante Poderá manter a paz no semblante E por fim chegará o momento De libertar a carne e a mente Das ameaças Da falta de fé latente E caminhar poderá lentamente Sobre as águas do rio corrente Do mar, da chuva Sob o Sol que te traz o abraço quente Nessa hora tu serás realmente A flor, o fruto e a semente Passado, futuro e presente Manifestação do Um, do OM, simplesmente

ACHADO!

Arrumando um bocado de coisas que estavam esquecidas "naquele" cantinho da escrivaninha, achei algo de muito valor para mim. Um cd de backup com vários textos de que gosto muito. Então, resolvi tirar a poeira deles e postá-los aqui, para relembrar alguns temas e momentos que de alguma forma me inspiraram. Quando acabar a nostalgia aviso! 

DIGA NÃO À INVISIBILIDADE

  De repente me peguei pensando: quando é que nos tornamos invisíveis para as pessoas que amamos e quando é que elas se tornam invisíveis para nós? Será que essa “arte” de não invisibilizar deveria ser ensinada nos seios familiares, ou quem sabe na escola? Hoje, quando cheguei em casa da rua e estava pensando em colocar o celular o mais rápido possível para carregar, pois aguardava um telefonema muito especial, passei por meu pai, escutei o que ele tinha a dizer, mas fui tão pragmática que fiquei assustada. Poderia ter agradecido mais pelo recado, pela preocupação, por ele simplesmente ter se proposto a me dizer algo. Mas passei batido. Logo eu que cobrei sua atenção metade da minha adolescência. Acho que é uma falha emocional pautar a vida só pelas expectativas e deixar de viver o momento. Claro que meu pai tem cadeira cativa na minha vida, mas então caramba, por que não me dedicar a ouvi-lo com a atenção merecida?  Sei que daqui a cinco minutos ele pode repetir a mesma h...