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Mostrando postagens de agosto 17, 2008

UM EXERCÍCIO EXISTENCIAL NA MADRUGADA

Meia noite e o celular sinalizou a chegada de uma mensagem. Era o pai do meu filho. Dizia que ele, já na hora de dormir olhou bem nos olhos do pai e disse: pai, quando eu morrer vou sentir saudades de vocês! Ligo imediatamente e ele, o pai, atende chorando. Não sabia por quê, mas o menino de 4 anos soltara essa, no meio de uma madrugada qualquer. Acho que era uma sensação apenas, despertada por algum fato que ele registrou e manifestou assim, depois de passar horas rindo e se divertindo com o pai. Acho que era o jeito dele dizer que nos amava. Choramos muito, não por alguma razão concreta, mas por ter sentido, pela primeira vez, o que seria do nosso mundo sem aquele pequeno rapaz. Nosso gigante...nossa semente de esperança, de pujança, de sentido para nossa existência. Então desligamos e oramos pela graça de tê-lo. O pai abraçado com o filho e eu abraçada com a imensidão.

PEQUENO MESTRE

Hoje, meu filho Sempre, meu irmão de caminhada Obrigada por me ensinar mais em cinco anos do que em toda minha jornada Me deste a linguagem do amor abnegado Que dizem ser o mais próximo do amor de Deus Minha vida não foi edificada sobre a tua presença O que sinto por você não é posse Existo em paralelo a ti, caminhando juntos Mas és meu Sol, meu ar fresquinho, minha água pura de matar a sede Meu Ipê florido que corta a imensidão azul de existir Meu perfume edificador Carne da minha carne Sangue do meu sangue Fruto da minha capacidade de amar e de me entregar  Tens nesse corpo meu passado, meu presente e meu futuro Os teus olhos têm a forma dos meus, mas seu olhar sobre o mundo vamos construir juntos Os lábios, como do seu pai, mas seu ponto de vista também vamos construir juntos És meu milagre És a manifestação de Deus na matéria Me mostrando que se os milagres existem  Tudo é possível E que o mundo fica pequeninho perto de ti Amo-te como jamais alguns poderão entender Amo-te ...