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UM EXERCÍCIO EXISTENCIAL NA MADRUGADA

Meia noite e o celular sinalizou a chegada de uma mensagem. Era o pai do meu filho. Dizia que ele, já na hora de dormir olhou bem nos olhos do pai e disse: pai, quando eu morrer vou sentir saudades de vocês!
Ligo imediatamente e ele, o pai, atende chorando. Não sabia por quê, mas o menino de 4 anos soltara essa, no meio de uma madrugada qualquer.
Acho que era uma sensação apenas, despertada por algum fato que ele registrou e manifestou assim, depois de passar horas rindo e se divertindo com o pai. Acho que era o jeito dele dizer que nos amava. Choramos muito, não por alguma razão concreta, mas por ter sentido, pela primeira vez, o que seria do nosso mundo sem aquele pequeno rapaz. Nosso gigante...nossa semente de esperança, de pujança, de sentido para nossa existência. Então desligamos e oramos pela graça de tê-lo. O pai abraçado com o filho e eu abraçada com a imensidão.

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