Pular para o conteúdo principal

SEDENTARISMO E O MSTA

Ele fica a espreita, de plantão, tipo anjo mesmo. Um deslize seu e ele chega junto. Com a capa da invisibilidade do Harry Potter e vai dominando.

É altamente articulado, mobilizado e quando você vê, as suas células estão todas aderindo ao movimento classificado como: adiposo em massa.

Você, o dono do corpo, é sempre último a saber.

Parece que todo mundo saca, olha como quem quer te dizer algo quando você veste aquela calça que não fecha direito, mas você não se toca.

É quando resolve percorrer o seu território num dia de auto estima boa, esfoliação, depilação, corte das unhas, que você detecta o inimigo.
"Fazer as unhas" dos pés se torna quase um projeto de lei para que você seja amparado legalmente no caso de não voltar a ser quem era depois de permanecer mais de uma hora em posição de biscoito da sorte.

Unhas belas, agora vamos levantar garota! "Nossa, eu não era assim!" Daí você lembra desde quando é difícil sair do biscoito da sorte para womam erectus e nossa: "mas eu tinha 15 anos e fazia ballet". "Há, mais agora há mais cutícula que antes, claro. Demora mais, dói mais!"

O pior é quando você dobra a perna querendo impressionar o parceiro, jogar um charme e lá estão elas, as células adiposas, fortalecendo o Movimento Sem Textura Agradável (MSTA), antigo Casca de Laranja! É tipo sorrir para o seu alvo de paquera com uma salsinha entre os caninos.

Incrível! Dominação celular dura, bruta e cruel!

E é aí que você vê a força do MSTA que age mesmo é na inércia.

E reage para ver! Você vai, num dia só, corre, faz abdominal, pedala, faz aquela "escada" enrigecedora de glúteos e chega em casa satisfeita, achando que dominou o intruso. Meia hora depois, náusea, dor de barriga e enjôo. Mas foi a pimenta! Claro.

Dia seguinte, sua panturrilha geme, seu glúteo range e você sente que o MSTA vai contra atacar.

O dia quente, uma cerveja gelada e a vontade de vencer sim, mas quem sabe esquecer a dor por alguns momentos.

Só hoje. Hoje é do MSTA, mas semana que vem (você precisa de uns cinco dias para se programar) ele vai ter o troco. Certeza.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Status

Parte de mim é amor e a outra é ilusão. O exercício de viver é alargar as margens da primeira até que a outra simplesmente vire a uma. Tem dias que somos mais a primeira, tem dias que estamos na fronteira. Tem dias que somos pura beira. Não cobro e não ligo, olho pro lado e digo: nem vem, que eu sei voltar pra lá. É uma maré que sobe e desce, movida pelos sentimentos que são movidos pelos pensamentos. Já fui tsunami, já fui lagoa, fá fui até sertão, mas eu sei, é tudo condição. É passageiro. Eu sou passageiro, e também o mar, e também o chão. Ah essa Tao evolução, que cresce dentro da desconstrução. Esse tudo que busca se preencher de nada. Essa divisão que nos insiste, condição de alma triste, de um ego que se alimenta e se maquia de presente. E a união ali latente, aguarda soberana o fundir do último átomo, o ruir da última ilusão. Metade de mim é vida, a outra metade é desconstrução. 

DA IMPERMANÊNCIA DAS COISAS

Prefiro Ter uma reflexão filosófica sobre tudo, do que Ser aquela velha opinião formada sobre o mundo.

A VIDA É A ARTE DA DESCONSTRUÇÃO

Olhado assim, friamente, nem sei quantas vezes devo ter fugido de mim. Eu era tão assim e hoje me vejo tão assado. Aventura ou segurança? Não, apenas a segurança de viver na aventura ou não. Chova ou faça frio, vai ser sempre Sol. Amor ou paixão? Não, mas um certo estranhamento para ambos. Quem sabe eu não queira concluir. Já vivi tantas variações deste tema, que saí até do tom. Virou indiferença social, distância, silêncio. Complacência, carinho, amizade, mas nunca ingratidão. Pra quê resumir o amor e definir a paixão? Quem sabe quais as combinações possíveis? Hoje me enamoro da solidão, que me abraça como sou, que permite abrir qualquer livro, a qualquer hora, que me dá o bônus da não maquiagem, do tempo dedicado aos mais próximos, dos quais já me ausentei brevemente. Flerto com essa liberdade, de cima de uma montanha bem alta, que parece ser única e só caber um alguém. E, daqui de cima, ninguém verá como eu. E tudo bem. Sucesso ou missão? Não sei. O sucesso mais fo...