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Redenção

Trilha sugerida :_) http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=X1DRDcGlSsE

Eu te reverencio ó Amor supremo
Em todos os cantos extremos
Disponível e incrivelmente nosso
Eu te reverencio ó fonte fecunda
De abundância Suprema
Além do bem e do mal
Além da vida e da morte
És pleno! Que sorte a minha, a dele a nossa
Somos Teus e nosso destino é flertar e interagir
Com essa Beleza, com essa Plenitude
Nada mais é rude
Quando se vê com Seus olhos
Percorra meu corpo suprema bondade
Embebeda minha alma de consciência
Nada é dúbio, sou uma expressão de Ti
E Tudo está em mim
Presente, passado, futuro
Quebrou-se o muro da ilusão
Sou pedra, sou calor, sou filho, sou esplendor
Me carrega na Sua intenção
E serei sempre um voto da sua perfeição
Manifesta
Em todas as arestas que se aparar em mim
Tudo está perfeito, eu sou um Sim
Ao seu Amor
E ao amor que há em mim

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MÃE E FILHO

Mãe longe do filho é respirar por aparelhos Inalar um ar artificial, quase sem prana   Mãe longe do filho é nanodolorido É choro sem lágrimas É choro sentido Mãe longe do filho é alma em aflito Não é sussurro, é gemido Mãe longe do filho é seguir meio sem sentido Mãe longe do filho é perdido, perdido... Se dói, chora e lembra do filho Se ri, imagina que faria ri-lo Mãe longe do filho é mesmo sem sentido Só sente quem teve no ventre O amor preso no umbigo A saudade geme contida A ausência do umbigo querido O reflexo da dor da saudade Que cega o olhar umedecido Se é apego, ao certo não digo Mas se é dor, eu sei é verdade Mãe longe do filho é perigo De perder a sanidade De viver sem gozar do segundo De parar de sonhar à vontade Eu prefiro: “Fica longe, filho da mãe de menino!” Dessas vezes que grito de alerta Para afastá-lo do perigo, do que: “Mãe longe do filho” Uma manchete fria, sem verbo Porque filho pra mãe é ação É troca-troca ...

Status

Parte de mim é amor e a outra é ilusão. O exercício de viver é alargar as margens da primeira até que a outra simplesmente vire a uma. Tem dias que somos mais a primeira, tem dias que estamos na fronteira. Tem dias que somos pura beira. Não cobro e não ligo, olho pro lado e digo: nem vem, que eu sei voltar pra lá. É uma maré que sobe e desce, movida pelos sentimentos que são movidos pelos pensamentos. Já fui tsunami, já fui lagoa, fá fui até sertão, mas eu sei, é tudo condição. É passageiro. Eu sou passageiro, e também o mar, e também o chão. Ah essa Tao evolução, que cresce dentro da desconstrução. Esse tudo que busca se preencher de nada. Essa divisão que nos insiste, condição de alma triste, de um ego que se alimenta e se maquia de presente. E a união ali latente, aguarda soberana o fundir do último átomo, o ruir da última ilusão. Metade de mim é vida, a outra metade é desconstrução. 

Nunca fui amada

Cheguei a essa conclusão Me tornei tão hábil em compreender o momento do outro que, nos meus relacionamentos,  deixava que as pessoas se achegassem e se achegassem e eu, como a água, aderia. Em momento algum eu deixava de ser eu. Minha consciência estava presente a todo momento, em todas as concessões e desenvolvi a habilidade de fazê-las espontaneamente.  Porque é assim que sei ser.  De tal forma que eu, um dia, me tornava invisível. E me tornando, partia em busca de minha forma original que nunca era a mesma de antes.  E daí, somente aí a outra parte do que nos tornávamos sentia a minha falta como a de um braço, uma perna, um dedo.  Até parece que é amor, mas nunca foi. Talvez um tipo de dependência da minha presença materna, feminina, protetora e de certa forma alegre.  Talvez por isso nunca me senti bela. Na minha consciência, se eu o fosse, talvez me amassem assim, de qualquer jeito, apenas por eu exisitr. Mas não...