Estava lendo uma porção de coisas aleatoriamente e pensando sobre o que grila cada um dos pares num relacionamento.
Todos nós, dentro de um pequeno e previsível universo leva pela vida suas experiências, lembranças, delícias e dissabores.
Depois de um tempo de convivência, sabemos exatamente o que pode deixar nossos pares ressabiados, chateados ou cabisbaixos. Sacamos que aquele assunto, seja a decisão do campeonato, a chegada da sogra, a estagiária da sala ao lado, ou os ex’s, fantasmas inexorcizáveis são tiro e queda para tirar o outro do centro. Ainda mais se por um acaso a ex dele tiver dezoito anos, cuca fresca e for ninfomaníaca. Ou, no caso contrário, ele for um triatleta, ou lutador de jiu-jitsu, pianista, cabeludo e apaixonado por comédia romântica.
Extremos difíceis de competir hein?
Fiquei analisando as histórias ao redor e as minhas próprias.
Começo a pensar, tardiamente, que essa coisa de homem e mulher não cabe mais nessa caixinha. Acho que a coisa toda é mais profunda.
Os homens usam chapinha e as mulheres transam na primeira noite sem pedir o telefone do sujeito. Os tempos mudaram.
Acho que esse lance de diferença tem relação com a forma que cada um “ama”, ou permite se amar pelos parceiros.
Nessa “briga” de certo e errado, homem e mulher, um cabo de aço danado, parece que ninguém ganha jamais.
A mulher que gosta de estar envolvida, não se lembra de ter ficado um tempão só e “ama” umzinho de cada vez. Dessas aí eu conheço um pouco e posso até arriscar palpites em nome da catigoria (nota de edição futura: somos chamados de demissexuais hoje em dia, em 2026). Nunca fui pegadora, piriguete, femme fatale. Meu ponto forte sempre foi a lábia, a vontade de rir da vida e não outros atributos quaisquer. Logo, sempre levei em conta, pelo menos acho quê, esses mesmos atributos em meus parceiros.
Tem gente que já curte a química, o momento, adora ser idolatrado, mesmo que por uma noite. O personagem ideal de alguém, naquele espaço para fantasiar e ser fantasiado chamado de balada.
E assim as espécies se encontram, copulam e se separam até achar aquele de quem não se consegue soltar mais.
Estava pensando em como é inútil tentar fazer com que os gêneros se compreendam na totalidade. É impossível. Me refiro a homens e mulheres héteros, porque embora o Elton Jhon tenha um bebê, isso ainda é caro de mais para estar no inconsciente coletivo dos homo e bissexuais. Entre os casais homem/mulher cis por exemplo, costuma-se colocar a intenção de ambos desejarem constituir família na mesa para seguir com algo mais sério.
Os homens, ou parte deles acredito, têm a sorte de serem suscetíveis a estímulos. Para ficar animadinho o cara tem que ver algo que goste, tocar ou, principalmente ser tocado.
A mulher, talvez por uma contenção da taxa de natalidade, precisa de mais para se estimular. Não é regra, mas é científico. Para nós o motor esquenta diferente. Claro que um belo bíceps pode exercer um papel de aditivo na combustão, mas só ele, assim, elizinho, sem aquele senso de humor, sem aquela sensação de que você é única e que ele te compreende, fica mais devagar. Que vai, vai. Claro que vai. Mas existem atalhos.
Acho que as mulheres muito sexuais na verdade são boas de fantasiar. De acionar a mente e criar o cenário ideal para o momento, independente da realidade nua, crua e geralmente dura. rs
Acho mesmo que no fundo é muito inútil pensar em tudo isso. E eu, além de pensar, escrevo a respeito nesse momento. rs É que esse tipo de discussão H X M motiva muitas conversas em todos os ambientes, horários e tudo mais.
Cada um é cada um e tem seus sinais particulares para sentir prazer, amor e tal.
Seja homem, homo, mulher, bi. Cada um tem seus mecanismos para se relacionar e sentir prazer. Isso é fato.
Mas, para ajudar você a não chegar à conclusão alguma sobre esse devaneio todo, lembrei de mais um detalhe que abre um pouco mais a fenda emocional que separa as espécies de amantes e gêneros.
O que é o ato de amamentar? Talvez a coisa mais íntima que dois seres humanos podem experienciar nesta vida. Muito mais do que o sexo. É um manifesto de amor incondicional absoluto. Um prazer que os homens jamais poderão proporcionar (não vá por esse caminho rs).
Um momento de doação sem querer nada em troca, senão que o rebento cresça e se fortaleça. E o preço disso são mamas caídas e um coração feliz.
Como é que esses dois seres podem se comunicar sentimentalmente com referências tão díspares assim? Não acho difícil, acho impossível mesmo!
E assim, sigo pensando que mais que gêneros diferentes, somos animais diferentes, seguindo em frente achando que estamos entre iguais. Talvez na essência sim, sejamos parecidos por ter a mesma origem, mas homens, mulheres, fantasias e romances talvez sejam uma experiência absolutamente individual que por vezes, bem de levinho se cruzam com nossos pares ou, simplesmente nos dão essa vaga impressão de que não estamos sós.
Bem, falando por mim que por onde posso ser porta voz unicamente, para me estimular preciso de bem mais do que elogios decorados ou uma dose de estrogênio extra no período fértil. E entender isso para um homem convencional deve ser bem difícil.
Ao mesmo tempo, uma conversa certa já me coloca na grande área sem goleiro.
Acho que meu estrogênio é emocional.

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