Pular para o conteúdo principal

RECADO


Hoje de manhã eu era uma jovem senhora de 34 anos.

 
Agora vou me deitar como uma anciã de alma velha, espírito cansado e ainda com 34 anos.

Tudo igual ou pelo menos parecido... Cíclico, mudando lentamente.

Tudo se repete nos jornais, nas relações, no elevador.

Mas a natureza sabe disso e um dia vem depois de hoje. 

Oito horas de sono vão rejuvenescer meu espírito, me fazer ignorar tudo que não acrescenta, mas atrapalha e poderei sonhar. E aí sim, todos os absurdos, sem nexo, mas com realidade soberana vão me fazer esquecer a mesmice que acomete a mim e a maioria dos seres humanos.

Sim, é mais fácil mudar um vício do que um hábito.

Eu amo viver. Amanhã vou renascer jovem. Tudo será diferente. E para melhor. Já decidi. Amanhã vou mudar o mundo e a mim mesma.

Esperança não é última que morre, é a primeira que acorda, então me acorde, por favor.
Temos muito trabalho amanhã Sta.

Boa noite.

Comentários

Fa Fa disse…
Oiiii Xan, adorei o texto.. tem dias que a noite é assim mesmo... hehehhe
nada melhor que uma boa noite de sono.
beijokas
Alexandra disse…
Sempre...rs

A mesmice deve ser reflexo de nós mesmos.

Mas hoje já é amanhã! rs

Grande beijo!

Postagens mais visitadas deste blog

Status

Parte de mim é amor e a outra é ilusão. O exercício de viver é alargar as margens da primeira até que a outra simplesmente vire a uma. Tem dias que somos mais a primeira, tem dias que estamos na fronteira. Tem dias que somos pura beira. Não cobro e não ligo, olho pro lado e digo: nem vem, que eu sei voltar pra lá. É uma maré que sobe e desce, movida pelos sentimentos que são movidos pelos pensamentos. Já fui tsunami, já fui lagoa, fá fui até sertão, mas eu sei, é tudo condição. É passageiro. Eu sou passageiro, e também o mar, e também o chão. Ah essa Tao evolução, que cresce dentro da desconstrução. Esse tudo que busca se preencher de nada. Essa divisão que nos insiste, condição de alma triste, de um ego que se alimenta e se maquia de presente. E a união ali latente, aguarda soberana o fundir do último átomo, o ruir da última ilusão. Metade de mim é vida, a outra metade é desconstrução. 

DA IMPERMANÊNCIA DAS COISAS

Prefiro Ter uma reflexão filosófica sobre tudo, do que Ser aquela velha opinião formada sobre o mundo.

A VIDA É A ARTE DA DESCONSTRUÇÃO

Olhado assim, friamente, nem sei quantas vezes devo ter fugido de mim. Eu era tão assim e hoje me vejo tão assado. Aventura ou segurança? Não, apenas a segurança de viver na aventura ou não. Chova ou faça frio, vai ser sempre Sol. Amor ou paixão? Não, mas um certo estranhamento para ambos. Quem sabe eu não queira concluir. Já vivi tantas variações deste tema, que saí até do tom. Virou indiferença social, distância, silêncio. Complacência, carinho, amizade, mas nunca ingratidão. Pra quê resumir o amor e definir a paixão? Quem sabe quais as combinações possíveis? Hoje me enamoro da solidão, que me abraça como sou, que permite abrir qualquer livro, a qualquer hora, que me dá o bônus da não maquiagem, do tempo dedicado aos mais próximos, dos quais já me ausentei brevemente. Flerto com essa liberdade, de cima de uma montanha bem alta, que parece ser única e só caber um alguém. E, daqui de cima, ninguém verá como eu. E tudo bem. Sucesso ou missão? Não sei. O sucesso mais fo...