Pular para o conteúdo principal

Hoje podia dar praia

http://www.youtube.com/watch?v=BWVnZAJaq4Q


Eu precisava hoje de um trilhão de litros de água salgada e geladinha! Sol, Prainha...
A marola lambendo a cara e na sequência uma onda estoura e faz o turbilhão nas pernas.
Caíu, levanta.  Mas o biquíni sem alça queima melhor. Mas não dá pra nadar!
Ouve só o som. A valsa. Inspiração. A maresia . O mar poesia.
O sol avermelhando o nariz dizendo: coloca um boné menina.
O enroladinho de queijo sequinho da japonesa e a certeza de que aquele cenário não mudaria bruscamente nos próximos minutos.
Lá longe os surfistas colorindo o azul marinho com as pranchas.
Famílias dividindo a sombra da barraca, a cerveja, o picolé. O pai enterrando o filhote na areia.
O casal malhado jogando frescobol e a bola vai pra água e atrai o cão labrador.
Pode cão? Não, acho que não, mas hoje pode. É festa da trivialidade.
Uma cerveja gelada e uma caminhada. Cada quiosque, um som. Ai não, de Jack Jhonson para um sertanejo! Ufa, passou. Agora é um sambinha. A praia é diversidade.
Opa, um milho na areia.
Vai um milho aí?
Olha o cara, vende de canivete suíço a absorvente interno.
Não tem erro, não tem melhor.
Hoje está dando praia.
Hoje tá dando uma paz danada.
Quem não sorri, não chora. É só isso. Sentir o Sol nas entranhas, a areia nas dobras e a alegria na alma.
Praia, praia, praia.
Ubatuba. Num tempo, num espaço.
Na memória, sempre.


Comentários

mi disse…
Fui com vc pra praia hoje minha irmã, com direito a banquete no jantar, radiasol pra matar barata, ducha fria pra tirar a areia. Mas o sal...Aaahhhh, o sal não! Deixa ele aí!!! Que saudades...
te amo!

Postagens mais visitadas deste blog

Status

Parte de mim é amor e a outra é ilusão. O exercício de viver é alargar as margens da primeira até que a outra simplesmente vire a uma. Tem dias que somos mais a primeira, tem dias que estamos na fronteira. Tem dias que somos pura beira. Não cobro e não ligo, olho pro lado e digo: nem vem, que eu sei voltar pra lá. É uma maré que sobe e desce, movida pelos sentimentos que são movidos pelos pensamentos. Já fui tsunami, já fui lagoa, fá fui até sertão, mas eu sei, é tudo condição. É passageiro. Eu sou passageiro, e também o mar, e também o chão. Ah essa Tao evolução, que cresce dentro da desconstrução. Esse tudo que busca se preencher de nada. Essa divisão que nos insiste, condição de alma triste, de um ego que se alimenta e se maquia de presente. E a união ali latente, aguarda soberana o fundir do último átomo, o ruir da última ilusão. Metade de mim é vida, a outra metade é desconstrução. 

DA IMPERMANÊNCIA DAS COISAS

Prefiro Ter uma reflexão filosófica sobre tudo, do que Ser aquela velha opinião formada sobre o mundo.

A VIDA É A ARTE DA DESCONSTRUÇÃO

Olhado assim, friamente, nem sei quantas vezes devo ter fugido de mim. Eu era tão assim e hoje me vejo tão assado. Aventura ou segurança? Não, apenas a segurança de viver na aventura ou não. Chova ou faça frio, vai ser sempre Sol. Amor ou paixão? Não, mas um certo estranhamento para ambos. Quem sabe eu não queira concluir. Já vivi tantas variações deste tema, que saí até do tom. Virou indiferença social, distância, silêncio. Complacência, carinho, amizade, mas nunca ingratidão. Pra quê resumir o amor e definir a paixão? Quem sabe quais as combinações possíveis? Hoje me enamoro da solidão, que me abraça como sou, que permite abrir qualquer livro, a qualquer hora, que me dá o bônus da não maquiagem, do tempo dedicado aos mais próximos, dos quais já me ausentei brevemente. Flerto com essa liberdade, de cima de uma montanha bem alta, que parece ser única e só caber um alguém. E, daqui de cima, ninguém verá como eu. E tudo bem. Sucesso ou missão? Não sei. O sucesso mais fo...