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Mostrando postagens de junho 8, 2011

Cale-se

Silêncio Por favor Cale-se Quero o silêncio absoluto Pra caber todo o meu inatingível Para caber toda minha ilusão Pra caber meu absurdo Pra caber todo amor que tenho pra dar Pra caber toda minha frustração Pra caber tudo, tudo Passado, presente, futuro Por favor cale-se Se não for do meu jeito, eu aceito Mas aqui, no silêncio é apenas o certo Por favor cale-se Não posso ouvi-lo Porque se ouvir posso amá-lo E amor é risco Silêncio é segurança Por favor cale-se E preserve minha segurança vã Vazia Mas indolor Cale-se, cale-se, cale-se Estou aberta ainda Estou renascendo E não sei quando estarei madura Não sei se passarei de uma gestação Nunca tive vocação para amadurecer Sou sempre esse barulho infantil Pensamentos Soltos na mente Tentando encaixar as peças As pessoas Os sentimentos Por favor cale-se Por favor Me dê esse direito Esse presente Vivi com os lobos e Agora
Um lugar no mundo Um lugar profundo E alto Onde se é apenas Onde não se quer Onde não se vai Se está Onde não se vê Se sente
Desconstruí quase tudo que acreditava Ruiu tudo, ou quase tudo Sonhos e objetivos Sobrou a essência Sobrou a fé Sobrou o amor altruísta E agora, volto a começar a existir Suponho que daqui a oito meses eu nasça Sou um zigoto existencial