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Mostrando postagens de outubro, 2013

DOS NÍVEIS DE AMOR

De repente o pássaro ali, caído do ninho. Você o recolhe e cuida dele. Dia e noite, até que ele, finalmente, milagrosamente consegue voltar a voar. E voando nunca mais você o verá. Será que choraria de tristeza ou de alegria? Será que a gente ama incondicionalmente? Será que a gente vê o que faz o outro realmente feliz, que o fortalece a ser quem o é e vibra junto? Já ouvi dizer que nas horas difíceis é que vemos quem são nossos amigos. Mas, infelizmente, hoje acho que os amigos com quem temos mais afinidade são aqueles que você pode contar e compartilhar suas maiores alegrias porque será também a deles. Pensava isso sobre as cerimonias de casamento e as festas que se seguem. Quantas pessoas ali realmente estavam vibrando pelos casais? Não estavam talvez a cutucar a própria ferida, mas enaltecendo aos céus a formação de uma nova família? Isso não é algo óbvio, nem pronto, mas penso que seja treinável. É como a gente aprende a amar o outro. A partir de si mesmo ou a partir

Futuro do meu presente

Semeando você na minha inspiração vou chegando mais perto da minha missão filhos são catalizadores de sonhos perpetuadores de histórias regadores de futuro Filho é amor maduro certeza pela certeza beleza infinita proeza não há maternidade sem ousadia não há marasmo nessa regra porque se trata da própria vida Semeando você sei que um dia eu chego lá é só manter os pés paralelos e a memória fresca que o amor leva a gente no colo, embalado na cesta e nada tira do caminho aquele que já fez um ninho e sabe que um dia tem que voltar quebrar os ovinhos e ensinar a voar Tudo tem seu tempo seu momento tem tato e paladar e logo logo vou te olhar, vou sorrir, te servir e te acompanhar sou caçadora das minhas verdades só para te compartilhar você é meu porvir minha arca de guardar aquilo que tiver de bom e o que não for, melhorar filho meu, vida minha amor eterno meu chão, meu ar. :_)  

Se a saudade contasse um ponto

Se a saudade contasse um ponto, eu seria um aluno nota 10 Não seria um tonto a navegar pelas lembranças, aos meus sentimentos, tão fiéis que ainda se fazem úmidas de orvalho em pleno verão Se a saudade contasse um ponto Eu seria mais que um conto Eu seria 15 laudas cheias de ponto e de vírgula porque saudade não é fim, é trajeto é revivamento das próprias verdades. Quando forte, enlouquece quando branda, alimenta quando nula, vixe, esquece Se a saudade contasse um ponto eu seria 12 megapixels de resolução sinestésica, de memória prânica e causos proteicos Que me fazem inteira, que me alimentam a alma Que me colocam diante da vida como um cego Se a saudade contasse um ponto eu já teria no mínimo uma reta Mas são mais que dois pontos mais que octono ou polígono, porque se fechar, já era Se a saudade contasse um ponto eu seria o placar final do atleta e daria empate, porque aprendi a viver com ela sem grandes torcida