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Mostrando postagens de dezembro 22, 2010

Minhas mãos me pegaram

Pensando no meu espírito craquelado, remendado e robusto que, nos primeiros Anos da vida adulta encarou uma sucessão de tropeços e recomeços Endureci ao pensar no que eu poderia me transformar Mesmo eu, com uma alma confiante e otimista me vi com meu otimismo doente. Doente não, cansado, envelhecido. Pensei nas lutas que travei com as coisas existências e essenciais do mundo. Me assustei. Sou uma sobrevivente. Por que ainda carrego sonhos, mesmo que de tule com traça. No meio do meu devaneio, minhas mãos estavam lá, me servindo o café. Dedos longos de minha avó, unhas parcialmente pintadas sinalizando minha resistência delicada a tudo que embrutece e fura. Eram minha mãos, amigas de uma vida inteira dizendo para eu não esquecer quem eu era. Independente de toda crosta, todo músculo e resistência que eu perseguia, ainda estava ali, bem no meio, uma mulher viva.